sábado, 25 de março de 2017

Verbo pocar existe?

O capixaba introduziu o "verbo" pocar em seu dia-a-dia, mas afinal, será que podemos disser que pocar é verbo?
eu poco
tu pocas
ele poca
nós pocamos
vós pocais
eles pocam

O que devemos saber primeiramente, é que Pocar é falado no Estado do Espírito Santo, e somente aqui.
Será que podemos disser que uma palavra desconhecida em quase todo o Brasil é um verbo?
Para alguns dicionários POCAR é sim um verbo, em outros dicionários essa" Gíria" capixaba não existe.

Deixamos a conclusão para você leitor, afinal para você pocar é gíria ou verbo? Os dois?


quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Mapa Turístico de Vila Velha ES

 Para auxiliar você turista que passeia na cidade de Vila Velha, e para você canela verde que não conhece todos os nossos pontos turísticos disponibilizamos abaixo um ótimo mapa para te ajudar a conhecer melhor esta linda cidade.

 Fonte: vilavelha.es.gov.br

Lendas Capixabas - O Fantasma do Convento da Penha

 Poucos sabem, mas a cidade de Vila Velha possui muitas lendas, algumas delas estão ligadas a um dos seus principais pontos turísticos, qual seja, o convento da penha, e este especificamente se refere a uma lenda do Fantasma do Convento, localizado na Prainha em Vila Velha - ES. Vejamos:

Estavam os religiosos beneditinos instalados, no seu mosteiro, em Vila Velha, quando receberam a visita de um confrade, em passagem para o Rio de Janeiro.

Aproveitando o frescor de uma tarde, resolveu o itinerante dar uma voltinha, a fim de conhecer a terra e conversar com os moradores, para inteirar-se dos seus costumes, e colher informes da região.

Conversa-vai, conversa-vem, surgiu, para forte admiração do estranho, uma notícia fantástica: - No caminho da Penha, (hoje Ladeira do Convento), ainda sem a calçada de lajes e divisão, nos Sete Passos murados, havia uma pavorosa assombração! Acompanhava os que, depois da Ave-Maria, tentavam galgar o Monte, encimado pela Ermida de Nossa Senhora. Tomava-lhes a frente, ás vezes. Não os deixava, porém, repousar, no pequeno templo das Palmeiras.

Resolveu o beneditino desvendar o ministério; provar àquele povo inculto sua coragem de enfrentar o pavor da noite. Passada a hora do Ângelus, tomou de uma lanterna e encetou lentamente, o arrojo da ascensão.  Vagalumes rebrilhavam. Saltavam aves noturnas, com os seus pios e arrulhos.

Vencido o primeiro Passo, quando o luar já prateava algumas clareiras e coava-se, até as pedras cobertas de musgo, eis que espantoso vulto se lhe acerca; transforma-se em vários aspectos sucessivos, segue-o, eqüidistante e ameaçador até o final do percurso.

Na capela, tenta o monge repicar o sino, de modo a comprovar, aos habitantes da Vila, o êxito de sua aventura.

Nada!... Horrenda figura, presa à corda, opunha-se à realização do seu plano; provocava luta indispensável, até que o frade, invoca a Virgem da Penha, e implora o seu celestial socorro. Animado, assim, de filial confiança, vence o temeroso espectro, e toca ardorosamente o sino. Logo, porém, o monstro, dominado pelo furor do evidente fracasso, prende-o com a maior violência, e atira-o, no espaço.

Sente-se logo o nosso herói cercado de anjos, que o amparam e, na segurança de um vôo, trazem-no incólume, suavemente, ao ponto em que, reunidos, o esperavam aqueles moradores da Vila, admirados, agora, de vê-lo chegar tão depressa, quando ainda se ouviam as últimas vibrações do bronze.

- Foi Nossa Senhora da Penha!... – Exclamou o beneditino.


Fonte: Lendas Capixabas, 1968
           morrodomoreno.com.br
Autora: Maria Stella de Novaes
Compilação: Walter de Aguiar Filho, agosto/2015

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